Área de TI precisa de profissionais

Profissões na área de exatas estão entre as mais requisitadas no Brasil

Na área de TI, o Brasil precisa, hoje, de 570 mil profissionais, mas só tem 500 mil vagas preenchidas. Entre as dez profissões com maior aumento salarial em 2010, oito são especialidades da engenharia.

Se é difícil encontrar alguém, imagine ter que encontrar três mil. “A nossa meta para 2011 é contratar mais de três mil pessoas. Acho que o crescimento que a gente está experimentando, o aquecimento do mercado brasileiro por profissionais de TI, tem trazido sim pras empresas um desafio enorme de contratação e retenção de talentos, inédito eu diria, em relação a anos anteriores”, diz o diretor de RH da Accenture, Lauro Chacon.

Na área de tecnologia da informação, o Brasil precisa, hoje, de 570 mil profissionais. Mas só tem 500 mil vagas preenchidas. Faltam 70 mil pessoas capacitadas pra trabalhar.

“O Brasil tem os salários mais altos do mundo em tecnologia da informação porque temos escassez de mão de obra e quando tem escassez, óbvio, você paga mais pra ter o profissional”, fala o presidente da Brasscom, Antônio Gil.

Nas indústrias, o país precisa de, aproximadamente, 70 mil novos engenheiros por ano. Mas só forma 38 mil. Déficit de 32 mil engenheiros a cada ano que passa.

Também na área, a disputa pela mão-de-obra escassa turbina os salários. Entre as dez profissões com maior aumento salarial em 2010, oito são especialidades da engenharia.

A falta de trabalhadores preparados deve aumentar. O Brasil tem muito que fazer nos próximos anos: exploração do petróleo do pré-sal, Olimpíadas no Rio, Copa do Mundo…

O local onde vai ser construído o estádio do Corinthians, sede paulista da Copa, a obra nem começou. Agora, se já falta mão de obra hoje, onde conseguir gente pra trabalhar nesses projetos todos?

“Esse é um grande desafio e ele pode se transformar num constrangimento para o Brasil realizar tudo que pretende há um risco de que nós vamos chegar lá com uma carência de qualidade de profissionais para poder resolver os problemas”, explica o professor de relações de trabalho da Fea-Usp, José Pastore.

Em tecnologia da informação, por exemplo, a falta de profissionais deve dobrar daqui a dois anos.

“Para haver uma expansão da economia com mais postos de trabalho, vai precisar de mais mão de obra, se a maioria, quase toda sua totalidade está empregada, você tem que buscar novas fontes de mão de obra ou alternativas ao uso da mão de obra”, avisa o professor de economia da FGV-SP, André Portela.

Alternativas que as empresas estão buscando desde já. Como uma fábrica de chapas de alumínio no interior de São Paulo.

Num primeiro momento, a solução pareceu pouco convencional. Quando os novos funcionários chegaram, chamaram a atenção dos antigos. Talvez porque os antigos tenham se sentido meio novos perto deles.

Senhores de 60 e poucos anos, aposentados, chamados pra comandar a ampliação da indústria. “O nosso grupo é o Jurassic Team”, fala o gerente de suprimentos, Salvador Paiva.

Com a produção a mil, a empresa decidiu investir 300 milhões de dólares pra fabricar mais chapas de alumínio. Mas não encontrava quem pudesse tocar o projeto. Aí, foi atrás desses velhos conhecidos.

“Evidente que pessoas de alto nível técnico, pessoas que de alguma maneira continuavam no mercado ou dando consultoria ou trabalhando em pequenos projetos e hoje nós temos um grupo grande liderando este projeto e com grande sucesso”, diz o diretor da RH da Novellis, Otto Silva.

“Eles são obrigados a apelar pros velhinhos, então estamos todos aqui”, explica Salvador.

“Agora sentimos um prazer enorme de estar repassando essa experiência e conhecimento para os nossos colegas que vem atrás da gente”, fala o gerente Darcio Allegretti.

A indústria ainda tinha uma vaga pra área financeira e não achava o profissional ideal. Trouxe um alemão que trabalhava na filial americana e ele teve que aprender logo o português básico.

“Uma caipirinha, com certeza ajuda”, diz o gerente de planejamento financeiro e estratégico da Novellis, Marco Trauss.

“A gente não consegue sem algum tipo de alternativa, importação de mão de obra, investir na qualificação de mão de obra que já estão nas empresas ou contratar pessoas que estavam aposentadas e trazê-las de volta pro mercado de trabalho, sem essas três possibilidades, a gente não consegue atender essa exigência de mão de obra que a gente vai verificar no Brasil nos próximos quatro, cinco anos”, fala o economista-chefe da Ica Consultoria, Bráulio Borges.

E do que o Brasil mais vai precisar? Entidades de classe e especialistas ouvidos pelo Jornal da Globo apontaram alguns profissionais que devem ser disputados pelas empresas nos próximos anos:

Agrônomo
Engenheiro civil
De petróleo
Naval
De minas
Analista de sistemas
Gerente de projetos de tecnologia da informação
Engenheiro de software
Técnico ferramenteiro
Técnico em eletrônica
Técnico em logística
Técnico, guia, gerente e outros profissionais em turismo
Contador

Quem seguir essas carreiras terá emprego fácil?

“A chance é altíssima, é claro que ele tem que se mostrar um profissional competente. Quem quiser investir numa carreira de exatas, tem uma carreira bastante promissora nos próximos anos aí no Brasil”, fala Bráulio Borges.

“A empresa não quer só o prêmio Nobel, o PHD, ela quer também o técnico, o tecnólogo e esses profissionais são formados nas escolas de ensino médio”, fala José Pastore.

 

Veja o vídeo da matéria em: http://g1.globo.com/jornal-da-globo/noticia/2011/02/profissoes-na-area-de-exatas-estao-entre-mais-requisitadas-no-brasil.html

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Sobre Alysson Vasconcelos
Alysson Vasconcelos é graduado pela Fatec-Ourinhos no curso Tecnologia em Processamento de Dados. Tornou-se especialista em Gestão de Informática e Tecnologia Internet e especialista em “Engenharia de Componentes utilizando Java”. Oportunidades estas que trouxeram diversas experiências com projetos e networking relacionados ao desenvolvimento desktop, web e redes. Gerenciou departamento de TI e redes, participou de projetos com desenvolvimento / implantação de ERPs e treinamentos em disciplinas relacionadas a Sistemas Operacionais Linux/Windows, lógica de programação, linguagem de programação Java/C#/PHP e banco de dados em cursos técnicos de informática no Centro Paula Souza – CEETEPS. Atualmente ministra aulas no Centro Paula Souza e também integra equipe de desenvolvimento do Sistema Integrado de Gestão Acadêmica - SIGA do Centro Paula Souza.

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